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EPISÓDIO NR 42- O JOVEM GENERAL: dois Generais cara a cara

Atualizado: 3 de dez. de 2023


O helicóptero H-36 pousa no aeroporto de Santa Maria. Há uma expectativa sobre a chegada do Comandante Militar do Sul. A ordem é levá-lo imediatamente à cela. O desembarque da aeronave ocorre às 10:01 horas. Durante toda a viagem o general Valstu se manteve em silêncio. Uma viatura o aguarda. O coronel Rippel segue junto com o general Valstu, mantendo-o algemado com os braços à frente do corpo. “Para onde vocês estão me levando? – pergunta o general Valstu. O coronel Rippel é de poucas palavras: “Para a prisão”. O general se enerva: “Eu quero falar com aquele falastrão do seu chefe! Me leve até ele!”. O coronel se mantém quieto, deixando o general ainda mais irritado. Meia hora depois, o general Valstu é conduzido a uma cela no primeiro piso do subsolo do prédio do Quartel General. A curiosidade dele, olhando para tudo que lhe passa à frente, cada vez mais transparece o seu total desprezo por aquele lugar e pelas pessoas dali. Na cela há uma mesa e uma cadeira de plástico, mais um pequeno banheiro sem porta. E ainda, uma cama de solteiro, colchão, lençol e travesseiro com fronha. O coronel Rippel abre a porta da cela e entra com o general. Lá dentro, o coronel retira as algemas e se afasta, fechando a porta. Nada diz e sai rapidamente. No final da escada, ele ouve os berros do general Valstu, inconformado. Os outros presos, no andar de baixo, escutam, curiosos, as palavras do Comandante Militar do Sul. Durante todo resto dia, o General se envolveu em reunião com o pessoal do AGRO SUL. Houve muita troca de informação sobre o crescimento do movimento pelo país. A Direita está se unindo em blocos regionais com intensa troca de informações e estratégias. A pressão do Congresso sobre o governo aumenta e já há mudanças na nova política dos aliados de Direita. A CPMI de “08 de janeiro” entrou na fase de ouvir depoimentos das testemunhas. Aos poucos as informações de interferência criminosa de membros do governo vão surgindo. Os intelectuais de Direita se manifestam em seus “Blog” e em canais de televisão de Direita. Infelizmente, a maioria da população ainda é uma grande e inerte expectadora. O gaúcho Domingos se revolta com a passividade do povo brasileiro. Pelo mundo, políticos e líderes de Direita não compreendem uma eleição suspeita que elege como presidente um preso “descondenado” por seus amigos da Justiça. O governo continua com inúmeros casos de corrupção e uma vontade hercúlea de destruir o país e escravizar o povo. Nunca a Esquerda foi tão rápida e destruidora como agora, em toda a história do país. Grande parte do povo está acuado e com medo de ser preso ou perder seus direitos, principalmente os funcionários públicos e militares. Uma caneta da Justiça, hoje, condena milhões de patriotas em minutos. A incrível falta de reação popular às injustiças do governo é surpreendente e inexplicável para o mundo. O medo, realmente, se tornou a maior “arma” da Esquerda contra o povo. E existe pelo menos uma explicação: a Esquerda conseguiu lutar contra toda a Direita na época anterior e durante as eleições. E, também, conseguiu manter, sob ameaças e atitudes fora-da-lei, os seus adversários políticos, seja do Executivo, inclusive o próprio presidente da República, seja do Legislativo, e ainda, grandes empresários e, surpreendentemente, até as Forças Armadas, a ponto de ficarem sem ação. E, ainda, manteve todos sob as suas garras ditatoriais. Então, se conclui que lutar contra a Esquerda no poder seria um suicídio pessoal e coletivo. Porque, quando os fortes são destruídos, os fracos se submetem, sempre. Porém, o país não possuía os “fortes”, esses eram apenas fracos travestidos de valentes, os tais: “Acabou! Chega p...!”. Porém, como cachorros que latem e não mordem, se amedrontaram com os rugidos dos falsos leões. Um jogo em que o “blefe” de alguns malandros venceu mais de 200 milhões de pessoas sem dar, sequer, um tiro de festim. E, com desdém, ainda disseram: “Perdeu, mané!”. O General desce a escada do subsolo do Quartel General. Com ele apenas o sargento Matias e o seu inseparável “facão de selva”. Quando o general Valstu o vê junto à porta da cela lhe vem a impressão de nunca ter visto aquele oficial na sua frente. Talvez, nunca o tenha visto mesmo, pois a sua soberba o impedia de reconhecer valores de subordinados. A vontade de desacatar e humilhar, coisas corriqueiras no seu dia a dia, é substituída instantaneamente por um incrível e impensável respeito. Os dois generais se encaram.

Elias Do Brasil

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