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EPISÓDIO NR 40 - O JOVEM GENERAL – o vereador “dois dedos”

Atualizado: 3 de dez. de 2023


O General Cleber recebe o prefeito de Santa Maria. “Senhor general Cleber. Esses dias têm sido muito constrangedores para mim. Alguns cidadãos me questionam. Agora, o vereador presidente da Câmara de Vereadores me aparece com três dedos da mão quase decepados. Disse que foi um dos seus homens. Eu não imaginei qualquer ato de violência contra os políticos e nem contra os moradores de Santa Maria. A proposta do General foi de paz”. O general Cleber ouve atentamente o prefeito e responde: “ E estamos cumprindo o combinado, prefeito. A população de Santa Maria está frontalmente a favor da nossa administração, pelo que sei. Estamos tentando manter o seu planejamento municipal e o que foi acrescentado por nós gerou facilidades e bem-estar ao povo. Desde que assumimos não há um crime, nem uma “briga de casal” em Santa Maria. Vivemos em paz na cidade”. O prefeito pede para que o vereador presidente da Câmara de Vereadores entre no gabinete do general Cleber. O general Cleber autoriza. Com a mão direita ainda enfaixada, o vereador se mostra ressabiado. O General pede que ele conte o que aconteceu, mas antes manda chamar o sargento Matias, que já aguardava, pois a notícia da vinda do prefeito e do vereador já era sabida pelo sistema de informações. Quando o vereador vê o sargento Matias fardado e armado, ele baixa a cabeça, visivelmente incomodado com aquela presença. “Então?” – pergunta o general Cleber – “Ouve algum problema, vereador?”. O vereador olha para o sargento Matias, depois olha para o prefeito e não diz nada. Só treme o corpo. O prefeito, surpreso com a atitude do vereador, lhe pergunta; “Diga ao general Cleber o que aconteceu com você, com o corte dos seus dedos. Diga o que você me disse”. O vereador, enfim, com a voz trêmula, fala: “Eu fui salvo pelo seu sargento aqui presente. Eu estava caçando quando me cortei e quase perdi os dedos. Eu sangrava muito e o sargento me acudiu e me levou ao hospital. Eu vim agradecer”. O prefeito olha para o vereador e fica pasmo, sem palavras. O general olha para o prefeito, sorri e diz: “Então, prefeito, como vimos está tudo bem. Não há problemas, como o senhor sugeriu existir ao entrar aqui”. O prefeito, muito constrangido, pede desculpas para ao general e sai, abandonando o vereador. No hangar do aeroporto de Santa Maria. O coronel Rippel vistoria as aeronaves, dois helicópteros UH-60 Black Hawk e um caça F-39 Gripen, mais um helicóptero H-36 Caracal, o maior helicóptero da Aeronáutica, capaz de transportar 28 combatentes a mais de mil quilômetros de distância, que ficou por causa de manutenção. As peças de reposição ainda não chegaram dos EUA. Os pilotos e tripulações estão presentes, inclusive os mecânicos, à inspeção do coronel Rippel. Também, todas as peças de reposição das aeronaves ficaram nos depósitos, pois o General não autorizou que fossem levadas na ocasião da mudança de sede para a Base Aérea de Canoas, assim como todo o combustível do posto de combustível da Base Aérea de Santa Maria. Há farta munição para os caças e os helicópteros e um estoque de combustível com tanques plenos, tanto nas aeronaves como no posto de combustível. Ao total, ficaram em Santa Maria, 32 homens da Aeronáutica, entre oficiais e graduados. Na cela do Todo Poderoso há um momento de tensão. Depois desses dias em solidão total e ouvindo o pingar da “eterna” goteira do cano, o Todo Poderoso inicia uma gritaria, cobrindo os ouvidos com as mãos. Ele se ajoelha e grita sem parar. Pelas câmeras, o major Skrieger assiste a tudo. Pouco tempo depois, o Todo Poderoso se deita e adormece.


Elias Do Brasil



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