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EPISÓDIO NR 20 - O JOVEM GENERAL – Forças Especiais em ação

Atualizado: 3 de dez. de 2023


São 01:10 horas da madrugada. O Comboio está em “alto horário”. Hora de a tropa descansar um pouco e se manutenir algum equipamento ou viatura. O Major Skrieger se aproxima do General e presta continência: “Pronto, General! O senhor mandou me chamar?”. O General olha para o seu brilhante oficial e amigo. Serviram juntos quando o General comandou o Batalhão de Forças Especiais, em Goyaz. Ele sabe que está diante de um dos maiores especialistas em operações especiais de alto risco, do Exército. O General fala: “Skrieger, forme um Grupo de Combate (GC) e se “infiltre” nas instalações do Aeroporto de Santa Maria. Assuma o comando da Torre de Controle de Voo e “feche” o aeroporto para pousos e decolagens. Só se aterrissa em “emergência”. Entre no Sistema Cindacta, mesmo que seja apenas um terminal do usuário, e utilize para nossa informação. Tudo que voe, de São Paulo para baixo, você deve saber e monitorar. Entendido?”. O major responde: “Sim, senhor!”. O General continua: “Há uma pick-up SW/4 Chevrolet, estacionada a 20 metros daqui. O gaúcho Domingos, do AGRO SUL, nos cedeu. Dentro dela há dois “computadores portáteis” com internet 24 horas e mais 7 radiotransmissores de alto alcance. Junte o seu pessoal, todos com vestimentas civis e armamento. Precisa mais que seis homens?” O major responde: “Não General! Talvez leve somente cinco. Muita gente me incomoda. Quando posso sair, General?”- O General olha fixamente nos olhos do major e diz: “Agora!”. O Major presta continência: “Sim, senhor!”. E some na escuridão. Pouco depois o Comboio retorna à “Marcha para o Combate”. O General, ainda na “viatura operacional leve”, reflete sobre os últimos acontecimentos. O ato de “rasgar” em pedaços a sua Bandeira Nacional tocou o seu coração profundamente. O fez lembrar do seu pai, também general e que lhe deu a Bandeira. O fez lembrar, ainda, do seu tataravô – um grande desbravador a serviço do rei D. João VI. As lágrimas, raras, escorrem no seu rosto e se escondem na escuridão da noite. O barulho dos motores e das lagartas, juntos, são uma “canção da guerra”. Somente os soldados conhecem essa sintonia que causa medo ao inimigo e vibra o coração do combatente. É a segurança e a insegurança juntos. Segurança? Não há soldado seguro numa guerra! Em cada viatura estão filhos de pais e mães que lhe confiaram a vida deles. Como um raio, um arrepio lhe passa pelo corpo. Pensa em Santa Cruz, no seu povo. Ele precisa permanecer forte. Daqui a pouco será tudo ou nada! O som da “canção da guerra”, lagartas e motores, o “lenço” envolto no pescoço, seus antepassados, seu povo (...).

Elias Do Brasil

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