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EPISÓDIO NR 19 - O JOVEM GENERAL: cerco à Santa Maria (2)

Atualizado: 3 de dez. de 2023


Santa Maria é uma cidade de aproximadamente 300 mil habitantes, localizada na região centro-ocidental do Sacramento. A noite avança mais rápido do que o General imaginou. Talvez quisesse mais tempo para planejar melhor. Só tem pouco mais de uma hora até chegar na região de “Neves”, já na SC-287 que vem de Sambaqui. Ali é o acesso direto à Santa Maria. A última revolução na República de Santa Cruz ocorreu em 1964, aquela que os comunistas chamam de “Golpe Militar”. “Golpe”: essa palavra tem “martelado” a cabeça dos militares há muito tempo. A Esquerda conseguiu, com uma simples palavra (golpe), desestruturar doutrinas militares e estruturas de governos. Como se fosse uma “vergonha” para os militares serem “tachados” de “golpistas”. Uma invenção “retórica” vencedora da Esquerda. Golpe. Ser patriota e defender o seu país não pode ser motivo de vergonha, nem medo de ser chamado de “golpista”. “Que me chamem de “golpista!”- pensa o General. Já se passaram mais de meio século. Foi a última luta armada regular na República de Santa Cruz, com a exceção da luta armada irregular contra os “terroristas, na década de 70. A novela sucesso de televisão em 1964 era chamada “O direito de nascer”, produzida pela TV Tupi, em “preto e branco”. Mas, era a transmissão da Rádio Nacional, instalada no Estado de Curicica, que discutia, em “ondas curtas” e “ondas médias”, a realidade da República de Santa Cruz e integrava o país. Agora, o General tem pela frente e por todos os lados a Internet e todos os seus produtos e subprodutos. O tempo que ele tanto deseja, agora é o tempo da ultra velocidade de informações pelo mundo, por Santa Cruz afora. Sessenta anos é muita coisa, é outra realidade para “diferentes” serem humanos. A “guerra” hoje tem outros sentidos, outras finalidades. Ainda permanece o desejo humano de “possuir poder” e a “ambição pelo dinheiro”, pela fortuna, mas os motivos não são mais os mesmos que os nossos heróis, seja Tiradentes, seja Caxias, enfrentaram. “Vergonha na cara” está, hoje, tão indefinido como o sentido de justiça. Palavras como patriotismo, família, cristão, Deus, propriedade nem sempre são bem-vindas numa escola, numa universidade, num grupo de amigos, na sociedade. “Por quem os sinos dobram?”. Será que quando morre um brasileiro em combate, morremos todos, pois somos parte de Santa Cruz, do povo santacruzense? Quem é o inimigo, afinal? Quem está do lado de cá ou quem está do lado de lá? Santa Cruz são dois? Os de lá e os de cá? O telefone toca. O major Skrieger informa que tomou a “Torre de Controle”, sem mortos, e mantém prisioneiros os operadores da Aeronáutica. Também, informa que possivelmente haverá alguma reação da Polícia Montada da Aeronáutica ou outra força de terra. O General manda que ele fique na posição e consiga o controle do Destacamento de Controle do Espaço Aéreo que é vinculado ao Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (SISCEAB). Desliga. Pouco depois. O General liga para o general Cleber: “Meu amigo, “segura” o coronel aviador comandante da Base Aérea. Acabamos de tomar a Torre de Controle do aeroporto de Santa Maria, que ele também utiliza. Ele não vai gostar, mas deve decidir para que lado está”. Do outro lado: “Positivo, General! Por aqui iniciamos os movimentos de controle das altitudes estratégicas, ocupando com a Infantaria do Batalhão de Infantaria Blindada. Também, já desdobramos o Regimento Mallet, a Artilharia autopropulsada (AP) e um RCC. Enfim, a parte leste da cidade está ocupada, inclusive toda a extensão urbana da SC- 287. Na parte central da cidade, a Polícia do Exército (PE) e o Batalhão de Choque já ocupam as principais ruas e avenidas. A Brigada Militar está conosco. Agora, falta você, meu prezado amigo!”.

Elias Do Brasil

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