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EPISÓDIO NR 18 - O JOVEM GENERAL – cerco à Santa Maria (1)

Atualizado: 3 de dez. de 2023


“Meu querido amigo, Fritz: A 11 de junho de 1865, raiou afinal o dia por mim tão ardentemente desejado. D´ora avante não serei simplesmente um oficial patesca com honras de hydroguapho. Realizou-se o sonho que eu sempre afágara em minha mente; já não cinjo uma espada virgem; o baptismo de fogo consagrou-me homem de guerra , e d´ora avante não é uma simples ficção o qualificativo de “oficial combatente” que figuro no quadro da Armada”. Carta do 1º tenente Antonio Luiz von Hoonholtz ( no futuro, o Almirante Barão de Teffé), herói da Batalha Naval do Riachuelo, a bordo da canhoneira Araguary. Por volta de meia noite, o capitão Cyrino, gaúcho de Povos das Missões, comandante da Força Tarefa (FT), que se adiantou ao Comboio, para cumprir a missão de ocupar os postos da Polícia Federal e Estadual na SC-640 e controlar o tráfego da rodovia, principalmente, nos acessos à Santa Maria, desembarca da Viatura Blindada de Reconhecimento (EE9-Cascavel). Ele se aproxima do Posto de Controle da Polícia Rodoviária. Mais 4 soldados armados o acompanham. Depois de um tempo de conversa, o capitão Cyrino diz aos policiais: “Bem, já expliquei para você, Inspetor, e aos seus homens que estou assumindo esse posto de controle em nome da “Resistência Patriótica do Brasil”. Mas, pela sua reação negativa, se negando a sair do Posto, lhe digo o seguinte, tchê!: vou embarcar numa daquelas duas viaturas “Cascavel” ali à frente. Olhem aqueles canhões “90 mm” apontados para cá. Quando eu terminar de embarcar, darei um minuto para vocês saírem daqui. Depois, vou atirar bem no meio dessa janela!”. O capitão Cyrino aponta para a janela do Posto de Controle. Em seguida, o paraquedista “Boina Vermelha”, vira-se e sai, juntamente com os seus soldados. Recuam de frente para os Policiais, observando-os, e com as armas destravadas. Os Policiais se entreolham, mais do que desconfiados. Observam o capitão embarcar no “Cascavel”. De repente, pegam suas coisas rapidamente e saem correndo dali. O capitão aguarda até que eles estejam em distância segura. Só deu tempo de correr uns cinquenta metros e ouviram o estrondo. Imediatamente saltaram no chão duro do acostamento da estrada. Um tiro de canhão 90 mm deixou em escombros o que, ainda há pouco, era um Posto Policial. Em seguida, um dos carros “Cascavel” se aproxima dos escombros e passa por cima, terminando de derrubar o que ficou em pé. Rapidamente, os soldados da Polícia do Exército cercam a área. Em seguida, as viaturas restantes se aproximam. O principal acesso à Santa Maria está sob controle das tropas do General. A ação mais dura do capitão Cyrino facilitará a ocupação dos outros postos, inclusive o posto do alto da serra, ao norte de Santa Maria. Aqueles policiais federais se encarregarão de propagar as notícias.

Elias Do Brasil

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