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EPISÓDIO 6: O JOVEM GENERAL – o recado

Atualizado: 3 de dez. de 2023



São quase uma hora da manhã. O General aguarda, em pé, no meio da rodovia. Está vestido com um poncho verde-oliva que lhe protege do frio provocado pelo vento “minuano”, vindo do Sudoeste, e que “corta” os pampas fazendo o capim “cantar” e os arbustos dançarem. O minuano varre as coxilhas e faz doer os ossos do gaúcho. É outono, as chuvas estão mais esparsas. Minuano deriva de um grupo indígena que habitava os campos do sul do Estado do Sacramento. De Missões chegam um Regimento de Carros de Combate (com 4 Esquadrões de Carros de Combate), um Batalhão de Infantaria Blindada (com 4 Companhias de Fuzileiros Blindadas), um Esquadrão de Cavalaria Mecanizado, uma Companhia de Comunicações Blindada, um Batalhão de Engenharia de Combate Blindada e um Pelotão de Polícia do Exército. O comboio vem a uma velocidade média de 24 km/h, num deslocamento noturno em coluna e no mesmo eixo da SC-290. Ao longo da rodovia se nota a iluminação dos faróis das viaturas. A calmaria da noite é interrompida pelo barulho característico do Carro de Combate “Leopard”, de origem alemã, e munido com um canhão de 105 mm. Seu peso é de 42 toneladas. As turbinas dos motores fazem um barulho característico, forte e dominante. É quase um bramido de leão. Logo atrás do Regimento de Carros de Combate vem o Batalhão de Infantaria Blindada com seus M-113, veículos sobre lagartas de transporte de pessoal. Quase todas as Unidades da Brigada Blindada possuem veículos blindados. Logo após vêm as Unidades restantes. Nesse momento está formada a mais poderosa Brigada Blindada do Sacramento e do Exército Santa Cruzense. Agora, aproximadamente 4.500 homens, 240 veículos blindados de alto poder destrutivo e mais 600 viaturas operacionais estão nas “mãos” do General. “TODOS JUNTOS!”. Daí a grande preocupação do comandante da Divisão e dos seus superiores. As viaturas se dirigem ao estacionamento no descampado e na beira da rodovia, sendo balizados pelos soldados da Polícia do Exército (PE). Um a um, os comandantes da Unidades se aproximam do General e o cumprimentam com a continência regulamentar, seguida de um entusiasmado “aperto de mão” do comandante. Os demais oficiais do Estado-Maior da Brigada e os outros comandantes já instalados, prestam continência a cada um dos que chegaram, sempre seguidos de “apertos de mãos” e calorosos abraços. À tropa é servido um “café-com-leite” quente e um sanduíche de “pão, queijo e mortadela”, em barracas previamente instaladas pelo Batalhão Logístico. Durante a viagem os combatentes se alimentaram com “ração militar operacional”, própria para situações de combate. Uma hora depois termina a reunião preliminar com o General. Ali foram informados a situação geral e os tópicos principais referentes à missão de cada Unidade Operacional. Documentos são distribuídos aos comandantes de Unidades para conhecimento e execução. A tropa ficará acantonada no terreno até o amanhecer. A alvorada está programada para 05:30h. São 3:00h da madrugada. Mais tarde, pouco antes das cinco horas da manhã, quando os primeiros raios de Sol ameaçam a escuridão do horizonte, um estrondo, como se um raio passasse por cima do acampamento da Brigada, acorda a todos. No céu, duas aeronaves de combate F-39 (Gripen NG), de origem sueca, pertencentes à Base Aérea de Santa Maria, fazem dois sobrevoos rasantes e somem por cima das coxilhas. É um “recado” para o General.

Elias Do Brasil

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