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EPISÓDIO 24 - O JOVEM GENERAL – o segundo discurso

Atualizado: 3 de dez. de 2023



Os jornalistas, mais de 50 profissionais, se acotovelam no auditório da Brigada “Niederaier”. Houve um atraso de mais de uma hora. São 11:11 da manhã. O major Hël, o Relações Públicas da “Resistência Patriótica do Brasil” e Porta Voz, já avisou que o General fará um discurso e responderá uma pergunta única que seja sobre um tema em “consenso” entre os jornalistas. O General adentra no auditório. Há uma curiosidade enorme sobre ele. Afinal, antes de três dias atrás ninguém o conhecia. Era um dos milhões de “desconhecidos” que desejam “lutar” pelo Brasil. Poucos o veem tão perto, além dos seus subordinados. Seu porte nobre provoca um respeito espontâneo nos seus interlocutores. A sua voz firme e levemente baixa faz com que prestem mais atenção ao que fala. A farda lhe cabe como uma “segunda pele” e é impossível não imaginar que há ali, envolto naqueles panos de estampa tipo “camuflado”, um grande líder militar. Ele sobe ao palco, bem em frente aos repórteres e às câmeras de televisão. Envolto no pescoço, está o lenço da Bandeira do Brasil. A exigência para a entrevista é que ela fosse televisionada “ao vivo” para todo Brasil. Na maioria das cidades, olhos atentos da população estão voltados para os televisores. Em Porto Seguro, também. “Senhoras e senhores, povo de nossa Santa Cruz! Há uma fábula de um “autor desconhecido”, que ultimamente viralizou na Internet, e diz: “Se alguém pegar 100 formigas pretas e 100 formigas vermelhas, todas grandes, e colocá-las juntas dentro de uma jarra, a princípio, nada acontecerá. No entanto, se esse alguém sacudir violentamente a jarra e jogá-las de volta ao chão, as formigas lutarão até que se matem umas às outras. As pretas vão pensar que as vermelhas são suas inimigas e as vermelhas pensarão que as pretas são as suas inimigas. Porém, o verdadeiro inimigo foi aquele que chacoalhou o jarro. Então, posso afirmar que, como os torcedores de diferentes times de futebol, todos têm o direito de escolha democrática do seu time, ou em quem votar para presidente e, também, em quem votar para eleger o síndico do local onde mora. Em princípio, tudo na vida são escolhas. Porém, nada justifica a perda da liberdade e do livre arbítrio de um povo livre. O que nós, da Resistência Patriótica do Brasil, estamos fazendo agora? Estamos reagindo contra quem balançou o jarro. E, surpreendentemente, continua balançando cada vez mais violentamente o jarro, de uma forma sem precedentes na nossa história. Ser comunista, ser de Esquerda, ser de Direita, ser cristão, ser ateu, são escolhas de cada um que é parte de um povo livre e democrático. Porém, essas escolhas não dão o direito de submeter os contrários e tirar-lhes a voz, a liberdade de se expressar, e a viver em harmonia com as Leis Legítimas e com a sociedade civil e militar. Um povo não pode ser inimigo de si próprio. Não pode o coração brigar com o pulmão. Não queremos a guerra entre irmãos, mas a faremos com todo rigor contra os que estão balançando o “jarro”, pois não os considero nossos irmãos. Não se pode dez escravizar mil! Nem mil escravizar um milhão!” O General encerra. Em seguida, o Porta Voz autoriza a jornalista, representante dos repórteres, a perguntar. A experiente repórter, pergunta: “General, daqui as suas tropas irão para onde?”. O General dá uma pausa de alguns segundos. “Eu já disse. Afinal, quem está balançando o “jarro”?”. Em Porto Seguro, “olhos se entreolham” (...).

Elias Do Brasil

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