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AS PESSOAS SIMPLES

OPINIÃO

AS PESSOAS SIMPLES

Deus é a esperança do cristão que tem fé, mesmo no sofrimento. O herói é a esperança de quem não consegue se defender dos maus. Deus, tão distante como quando se olha o horizonte num início de dia ou no lusco-fusco e tão próximo quanto o ar que se respira. O herói está entre as pessoas simples, os comuns, porém não se avista no horizonte nem nas ruas das cidades. Talvez, nem ele saiba quem realmente é. Um jovem inglês, um pouco antes do início da Segunda Guerra, em 1939, conseguiu resgatar 669 crianças, em oito comboios de trem saindo da Checoslováquia para a Inglaterra, em segurança, antes que fossem deportadas para os campos de concentração, salvando-as da morte. A maioria era crianças judias. Por meio do apoio de sua mãe, amigos, imprensa e políticos ingleses, conseguiu que famílias adotassem tais crianças e as abrigassem na Inglaterra. O nome do filme: “One Life”. O nome do herói: Nicholas Winton. A história é real. Hoje, quando a cada dia, o país se afunda na lama puxado pelas garras de quem detém o poder, a população, o cidadão comum, se aproxima do caos semelhante ao provocado pelas doutrinas ditatoriais, como a do Partido dos Trabalhadores de Hitler, o assassino de crianças e adultos judeus. O genocida que uns bêbados e loucos adoram. Winton salvou centenas de crianças que se tornaram adultas e constituíram famílias, mas sofreu a vida inteira porque o último trem que conduzia centenas de outras crianças foi capturado pelos alemães que haviam invadido a Checoslováquia. Essas crianças, na sua maioria, foram para os campos de concentração e o destino é sabido. Ele sofreu por elas até a morte, aos 106 anos. Mas, também, foi feliz junto à sua família. Em 15 de março de 1939, as tropas alemãs invadiram a Boêmia e a Morávia. A jovem Tchecoslováquia não resistiu e foi ocupada por seis anos. Quem resistiu morreu e quem aceitou comeu “o pão que o diabo amassou”. Hitler tinha uma força militar poderosa. Era, também, apoiado por políticos influentes, como Éduard Daladier, Mussolini e Arthur Chamberlain. O ditador necessita de apoio militar e político para submeter um povo. Acrescenta-se o “braço” judicial. O tupiniquim ainda não está tão poderoso como o Hitler, mas deseja chegar lá o quanto antes. Pela “conquista pacífica”, à moda gramsciana, chegou ao topo. Porém, ainda não completou a sua base militar e nem a política, apesar do grande avanço na área judiciária. Os quase 3 milhões que se acotovelaram na “Paulista” são suficientes para surgir um herói? Não, não são. Mas, conta. Ainda falta uma pessoa comum, um “Winton” ou milhares de “Wintons”, um herói em cada porta. Todos os que estão aí, contra o governo, poderão ser presos ou mortos “à la Putin” ou à bala mesmo. As forças militares do país estão mais para lá do que para cá. Estão nas mãos de quem? A polícia judiciária está ensinando aos “inertes” como se deve agir e, mais que isso, a obedecer. Campos de concentração modernos, algumas periferias já quase são. Marajó, seria? Um grande líder indica o caminho do bem e, também, pode se tornar um herói. SÓ DEUS SABE...

Elias Do Brasil

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